quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Ativada na Paraíba uma repetidora crossband para HF e VHF (10m e 2m)


Por Alisson, PR7GA

Há alguns meses divulgamos aqui no QTC um projeto ousado que o Beto PR7BT estava empreendendo. Tendo ativado um "pool" de repetidores crossband espalhados em vários pontos da Paraíba na faixa de 2 metros e interligadas por um link em 70cm, agora ele deu um passo a mais em suas experiências. Agora, quem entrar na faixa de 10 metros também será ouvido nas duas faixas superiores.

Funciona assim. São quatro frequências, sendo três na faixa de 2 metros e uma em 10 metros. Em 10m, 29.580 KHz, com subtom de 88,5Hz. Em 2m, 146.580 KHz para quem está no no litoral e agreste, 145.160 para quem está em Campina Grande, e 147.450 para quem está no sertão com subtom de 88,5Hz. Todas estas estas estações são linkadas por meio de uma rede em 433,350 MHz. Qualquer sinal que chegue em uma dessas frequências será retransmitido simultaneamente nas outras outras.

Por exemplo, um colega do sul que entrar em 10m será ouvido também nas três frequências em 2 metros. Quem entrar qualquer uma das frequências em 2m, também será ouvido em 10m e nas outras duas em 2 metros.

Desta forma, são unidas as características marcantes destas três faixas: o longo alcance de milhares de quilômetros da faixa dos 10 metros e a facilidade e onipresença do VHF. 

O sistema já se encontra plenamente funcional e aguardando a presença dos colegas para testes e uma boa conversa. Viva o radioamadorismo!!!!!!



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Radioamadores de Santarém são convidados para dar apoio em combate a incêndio

Por Alisson, PR7GA

Um grande incêndio atinge a região de Santarém, mais especificamente a área de proteção ambiental conhecida como Alter do Chão, no Pará. Desde a noite de domingo, equipes de brigadistas, além de militares, a defesa civil local, bombeiros e até reservistas estão no local tentando debelar as chamas, que avançam em meio à vegetação seca.

Segundo Edinei Silva, PU8WES, a Associação de Radioamadores do Tapajós (ART) foi convidada a dar apoio de radiocomunicação, e desde a segunda feira mantém voluntários  em vários pontos na região do incêndio auxiliando as equipes de combate ao fogo. Além de radioamador, Edinei também é repórter da RBA TV em Santarém e tem dado cobertura jornalística ao combate ao fogo. Veja abaixo algumas imagens e vídeos da ação:
















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Balão lançado por radioamadores argentinos completa volta ao mundo

Por Alisson, PR7GA

Os radioamadores argentinos festejam a primeira volta ao mundo de um balão de grande altitude lançado por eles em 31 de agosto último. Levando um pequeno transmissor alimentado por placas fotovoltaicas, o balão completou sua primeira volta ao mundo cerca de 14 dias depois, quando foi captado sobrevoando o oceano atlântico novamente, após percorrer cerca de 33 mil quilômetros.


O balão leva consigo um minúsculo transmissor que opera na faixa dos 20 metros na frequência de 14.095,6 KHz, transmitindo no modo WSPR, cujo indicativo é LU1ESY. Sua potência? Míseros 25 miliwatts, ou 0,025 watt. Mas como mencionamos e explicamos em outro artigo nesta semana, o pequeno equipamento foi capaz de ser ouvido a distâncias incríveis. Por exemplo, enquanto sobrevoava o oceano pacífico, ele foi captado por um colega da África do Sul, a uma distância de mais de 6 mil quilômetros. Lembre-se: são apenas 25 miliwatts...

A última transmissão do pequeno balão foi feita nesta segunda feira dia 16/09 por outra estação sul-africana, dando conta que o pequeno balão já se encontra em plena viagem rumo a uma possível nova volta ao mundo. Seu grid àquela altura era JE92fh, no sul da África do Sul, estando a cerca de 720m de altitude numa velocidade de cerca de 90km/h. A quilometragem já soma mais de 42 mil quilômetros percorridos em 15 dias. Nada mau!

Caso queira saber aonde está o balão, basta acessar o site http://lu7aa.org.ar/wspr.asp e aguardar. O carregamento é extremamente lento, mas após alguns minutos surgirá na tela um mapa indicando a localização do pequenino.

Todos estes dados são transmitidos por meio do modo WSPR. Você também pode tentar captar os sinais do pequeno viajante. Basta sintonizar em 14.095,6 USB e deixar o software WSJT-X rodando. Lembrando que, como indica a sigla em inglês (WSPR, ou "sussurro"), se conseguir receber, os sinais certamente serão inacreditavelmente baixos e imperceptíveis. Mas caso apareça o indicativo LU1ESY, parabéns!

Fonte: https://amsat-uk.org/2019/09/12/amsat-lu-picoballoons-travel-the-around-the-globe/


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WSPR: com menos de 1 watt, dê a volta ao mundo com seu sinal


Por Alisson, PR7GA


Na última terça-feira, dia 03/09/2019 às 17:44 UTC, UR3RM, uma estação da Ucrânia enviou uma mensagem codificada digitalmente em 7040.138 kHz. Talvez alguém poderia decodificá-la, talvez não.

Melhor seria dizer que dificilmente alguém o captaria: o transmissor da estação UR3RM estava produzindo apenas 10 miliwatt, ou 0,01 watt. Para entender melhor esse nível de potência, um transmissor Bluetooth Classe 2, que tem um alcance de apenas 10 metros, emite 2,5 miliwatts.



UR3RM estava transmitindo usando um modo chamado WSPR (pronuncia-se "uísper") cuja sigla significa "Relatório de Propagação por Sinais Fracos". Diferente da maioria dos outros modos de transmissão disponíveis, esse é um modo unidirecional. Não só existe pouca expectativa que alguém esteja ouvindo, como também ainda menos que o sinal retorne. A propagação de rádio nem sempre é um caminho de mão dupla.

A maioria dos transmissores WSPR consome muito pouca energia, muitos deles frações de watt como o UR3RM. E às vezes, como UR3RM, esse "sussurro" vai longe. Incrivelmente, esta transmissão com potência pouco maior que um dispositivo Bluetooth foi ouvida na ilha australiana da Tasmânia, a uma distância de 15.140 km. Se formos colocar isso em termos de eficiência, ou quilômetros por watt, daria mais de 15 MILHÕES de quilômetros por watt!


Ao contrário do que possa parecer, o colega ucraniano não utilizou equipamentos caríssimos ou complicados, mas tão somente um mini-pc e um módulo pra gerar o sinal de RF. Um feito incrível do WSPR é permitir que essa incrível distância seja vencida por meio de bandas cheias de ruído, como foi o caso aqui, os 40 metros. Além disso, também permite que o receptor tenha a certeza que os dados recebidos são íntegros, por meio de um mecanismo de correção de erros, e sem a necessidade de confirmação da estação transmissora, já que é um modo de mão única.


Porém, como tudo na vida, toda essa vantagem tem um preço: largura de banda. Um sinal WSPR ocupa apenas 6 Hz. Para se ter uma ideia, um modo como SSB, transmitindo voz, ocupa cerca de 2.500 Hz. Isso explica o "segredo" do WSPR: ocupando menos banda, toda a energia do transmissor fica mais concentrada e a transmissão fica muito mais eficaz.

Esta baixa largura de banda também limita a velocidade de transmissão dos dados. Se você acha sua internet de 10MB/s lenta, saiba que o WSPR demora quase 2 minutos para transmitir apenas 50 caracteres... Não existe almoço grátis!!!!

Cada mensagem contém o indicativo da estação, o GRID LOCATOR da estação e a potência do transmissor expressa em dBm. Foi assim que a estação receptora na Tasmânia soube exatamente quantos miliwatts a estação transmissora utilizou.

Devido à sua largura de banda muito estreita, os sinais WSPR podem ser decodificados mesmo quando nossos ouvidos não conseguem discernir absolutamente nada além de ruído. Sabe-se que é possível decodificar sinais com nível até 28dB ABAIXO do nível de ruído!

A largura de banda estreita também permite que uma estação receptora capte e decodifique várias estações ao mesmo tempo, fazendo com que possíveis aberturas na propagação possam ser monitoradas, o que, aliás, é o propósito do WSPR. Para isto, foi criada uma rede na qual as estações receptoras podem registrar todos os sinais recebidos, e essas informações são reunidas num site de forma que qualquer pessoa pode monitorar, em tempo real, como está a propagação numa dada banda, a qualquer momento. Confira tudo isso acessando o site wsprnet.org.

O modo ou protocolo WSPR foi desenvolvido por Joe Taylor, K1JT, um radioamador americano que, não por acaso, foi vencedor do prêmio Nobel de Física de 1993. Além do WSPR, ele também desenvolveu outros modos, como o JT9, JT65 e o hoje famoso FT8, que constituem o que a grosso modo é conhecido no mundo como "modos Digitais". Estes modos de transmissão, feitos para sinais fracos, têm permitido aos radioamadores poder operar seus rádios em tempos de propagação sofrível.


Como muitos outros avanços nas telecomunicações, este é um dos modos que têm sido alavancados pela popularização dos dongles SDR vendidos abaixo dos 20 dólares lá fora. Além disso, o software para gerar ou decodificar sinais WSPR é totalmente gratuito, e desenvolvido por uma equipe presidida pelo próprio autor, Joe Taylor.

Alguns "futricadores" até descobriram como fazer um mini-PC Raspberry Pi funcionar como um transmissor WSPR de 10 miliwatt, embora seja necessário o uso de alguns filtros externos para que ele transmita apenas onde desejamos, sem espúrios ou harmônicos.

Cada banda de radioamadorismo é diferente e, com o atual ciclo solar das manchas solares próximo ao mínimo, as condições são muito ruins. Mas o WSPR é tão eficiente que é possível nos divertirmos mesmo com estas condições horríveis.


https://www.extremetech.com/electronics/297703-wspr-explained-one-way-ham-radio-howto


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Estação a bordo da ISS prestes a receber novos equipamentos

Por Alisson, PR7GA


Sabemos o quanto a ISS fascina a nós que estamos aqui embaixo. Seja ao vê-la passando quando as condições permitem, seja tentando captar seus sinais de rádio, a Estação Espacial Internacional causa sensação, e nós radioamadores temos o privilégio de poder, eventualmente, receber seus sinais e até conversar com seus hóspedes a 400km de altitude.

Porém, o radioamadorismo dentro da ISS depende da colaboração de instituições que financiem não só o custo dos equipamentos em si, mas também o extenso programa de certificação que qualquer equipamento enviado para lá deve cumprir. Isto inclui desde especificações quanto a segurança e eficiência elétrica para evitar curto circuitos ou consumo excessivo, indo até a requisitos como peso e robustez para não pifar à toa, lembrando que um equipamento inoperante na ISS demora anos e anos para ser substituído.

Semana passada, a instituição que organiza todas as atividades relacionadas a radioamadorismo na ISS, a ARISS, anunciou que recebeu uma generosa doação de uma outra instituição dedicada ao radioamadorismo, a Amateur Radio Digital Communications (ARDC) para ajudar a financiar a nova geração do sistema de rádio a ser instalado na ISS. Em julho, a ARDC anunciou que iria realizar doações em dinheiro a organizações, grupos, projetos e bolsas de estudos relacionados a radioamadorismo e comunicações digitais. 

A ARISS tem anunciado a necessidade uma atualização crítica para garantir que seu programa principal, que permite a estudantes do mundo inteiro falar com os membros da equipe da ISS por meio de estações de radioamador, possa continuar. O futuro upgrade do sistema a bordo da ISS irá permitir a realização de novas e interessantes experiências para os radioamadores, estudantes e o público em geral. Veja alguns dos aprimoramentos:
  • Novos recursos de comunicação e experimentação no âmbito do radioamadorismo, incluindo repetidor de fonia e radio-pacotes (packet radio) atualizado ;
  • Operação em APRS; 
  • TV de varredura lenta (SSTV) bidirecional tanto na área dos EUA quanto da Rússia dentro da ISS; 
  • Uma nova fonte de alimentação com múltiplas tensões que alimentará tanto os equipamentos de radioamador atuais quanto os futuros e permitirá várias experiências.
O sistema que será enviado, chamado de IORS (Sistema de Rádio inter-operável) passou recentemente por uma bateria de testes rigorosos exigidos pela NASA como parte da certificação final do hardware de pré-lançamento e operação. O IORS consiste em um transceptor Kenwood D710GA dual band VHF/UHF e uma Fonte de Alimentação Multi-Voltagem (MVPS) desenvolvida pela AMSAT. 
IORS sendo testado pela NASA

No início de julho, o conjunto rádio + fonte foi aprovado numa série de testes de interferência e compatibilidade eletromagnética (EMI/EMC) para garantir que o equipamento não interfira nos sistemas dentro ou fora da ISS. A fonte de alimentação foi projetada para operar com tensões de entrada de 120 VDC e 28 VDC no lado americano e 28 VDC no lado russo. Para cada tensão destas, ela teve de suportar um regime de alta, média e baixa tensão, e também aguentar alta, média e baixa demanda de carga. Por isso, não é de se surpreender que os testes levaram duas semanas para serem concluídos.

A próxima etapa antes do envio do equipamento é o teste final das unidades que irão para o espaço em novembro. A extensa documentação de certificação de segurança de vôo também está sendo preparada. O plano da ARISS é que o IORS esteja pronto para o lançamento até o final do ano.

Fontes:
http://www.arrl.org/news/amateur-radio-digital-communications-announces-grant-to-ariss
https://www.ariss.org/press-releases/september-16-2019
https://www.amsat.org/ariss-next-generation-radio-system-completes-critical-flight-certification-tests/
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Rádio atômico: o menor rádio do mundo



Pesquisadores do Instituto Nacional de Padronização e Tecnologia dos EUA criaram um "rádio atômico", no qual um único átomo é usado para receber sinais de comunicação, como os usados pelo Wi-Fi, Bluetooth e inúmeras outras tecnologias sem fio.

Além de se tornar o menor receptor de rádio que se pode construir, levando a miniaturização ao extremo, o rádio atômico pode funcionar melhor dos que os receptores atuais em ambientes cheios de ruídos e interferências - os recordistas anteriores, em termos de tamanho, eram um rádio construído dentro de um diamante e um nano-rádio feito com um único nanotubo de carbono.


Christopher L. Holloway, um dos autores do artigo

A equipe usou átomos de césio para receber bits digitais (1s e 0s) no formato de comunicação mais comum usado hoje. Nesse formato, chamado deslocamento de fase, ou modulação de fase, sinais de rádio ou outras ondas eletromagnéticas são deslocadas uma em relação à outra ao longo do tempo. A informação é codificada nesta modulação.

Diagrama experimental de funcionamento

"O ponto central é demonstrar que é possível usar átomos para receber sinais modulados," disse o professor Chris Holloway. "O método funciona em uma ampla gama de frequências. As taxas de transmissão de dados ainda não ficam entre as mais rápidas, mas existem outros benefícios aqui, como a capacidade para funcionar melhor do que os sistemas convencionais em ambientes ruidosos".

Vantagens do rádio atômico

Com desenvolvimentos adicionais - o aparato para fazê-los funcionar ainda é enorme, como se vê na imagem - os receptores de rádio baseados em átomos poderão oferecer muitos benefícios sobre as tecnologias de rádio convencionais. Por exemplo, não há necessidade dos circuitos eletrônicos tradicionais que convertem sinais em diferentes frequências para transmissão porque os átomos fazem esse trabalho automaticamente.

As antenas e receptores também podem ser fisicamente menores, com dimensões na escala dos micrômetros. O componente atômico também pode medir precisamente campos elétricos muito fracos, podendo funcionar como um sensor de alta sensibilidade e baixíssimo consumo de energia.

Em seu protótipo, a equipe escolheu a frequência de transmissão de 19,6 gigahertz porque era conveniente para o experimento, mas também porque ele poderá vir a ser usado em futuros sistemas de comunicação sem fio.

Embora muitos pesquisadores tenham demonstrado anteriormente que os átomos podem receber outros formatos de sinais, esta é a primeira vez que um misturador baseado em átomos lidou com a modulação de fase usada por todas as comunicações sem fio.


O artigo original pode ser baixado no seguinte endereço:  https://arxiv.org/pdf/1903.10644.pdf



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QTC INTEGRAÇÃO – 27ª ed./2019 Em 18/09/2019


QTC INTEGRAÇÃO – 27ª ed./2019
Em 18/09/2019

PASSAR A REMÍGIO PY7PR

Neste momento entra no ar PR7CP – CLUBE DE RADIOAMADORES DE CAMPINA GRANDE, na transmissão de seu informativo QTC JUNTOS SOMOS MAIS, edição Nº 27 de 2019. Hoje, 18 de Setembro de 2019.

Pedimos aos colegas que deixem a frequência livre por alguns minutos, a fim de que possamos fornecer algumas informações de interesse daqueles que têm no radioamadorismo o seu principal hobby. 

O QTC da ECRA vai ao ar toda quarta-feira às 19h pelas repetidoras do CRCG, nas frequências: 145.330Mhz, 147.150Mhz e 147.390MHz além da repetidora de Monteiro 145.490 PR7DA. Também estamos transmitindo em 80 metros , na frequência 3.720 KHz. Pelo Echolink, você também pode ouvir o QTC através da estação PR7GA-L e também pela conferência CRAEM - Conferência de Radioamadores em Emergência (PY1PDF JACKSON). Ouça também o QTC simultaneamente via YOUTUBE, no endereço QTCAOVIVO.ECRA.CLUB

Além destas QRGs, também estamos sendo retransmitidos pelo Sistema Pernambucano de VHF, nas seguintes frequências e QTHs:


146.890 Aldeia, Camaragibe PE (inoperante)

147.300 Igarassu PE
147.090 São Caetano PE 
145.410 Ipojuca PE
439.850 Serra do Jundiá, Vicência PE
439.400 Carpina (Rogério PU7VRB)

10 repetidoras - ESPAÇO DE CAMBIO


Hoje, operando PR7CP, Alisson Teles, titular de PR7GA.

TRANSMISSÕES EM SSTV - ROBOT36 - SSTV.ECRA.CLUB

Campanha Radioamadorismo em AÇÃO: Colega radioamador: caso tenha disponibilidade e conhecimento técnico, ofereça seu serviço voluntário às autoridades públicas! Muitas vezes, por falta de uma solda, ou um ajuste de estacionária, ou pequenos problemas que nós radioamadores lidamos o tempo todo, os serviços públicos falham por falta de radiocomunicação, especialmente no interior. Façamos nossa parte como radioamadores! Repasse essa ideia!

Memorize no seu rádio a FNC, a Freqüência Nacional de Chamada, para contatos de emergência e outros. FM SIMPLEX: 146.520 MHz.

Saudações aos ouvintes, em especial aos radioamadores, aos PX’s, aos internautas, aos corujas e à escuta oficial da ANATEL e da LABRE, que nos acompanham durante a transmissão deste Boletim Informativo. Durante esta transmissão, abriremos espaço para a ANOTAÇÃO dos colegas ouvintes e no final, facultaremos a palavra para todos os que desejarem fazer uso da mesma. Algum colega na escuta para anotação de seu indicativo? DAR NOME;INDICATIVO, CHAMADA UMA VEZ









RODADA GERAÇÃO KIDS 



Programa TUDO SOBRE RADIOAMADORISMO
rádio EstereoSul
http://www.estereosul.com/

Todas as SEGUNDAS, 19h
AIRCRA - Associação Itajubense de Rádio Cidadão e Radioamadores
Apresentação PY4PR - Ari e PU4GRB César






Esta é a estação PR7CP, Clube de Radioamadores de Campina Grande, PB, na transmissão de seu QTC informativo semanal. Fale conosco através do email qtcecra@gmail.com e ENVIE NOTÍCIAS, sugestões e tire todas as suas dúvidas.  Algum colega na escuta no momento para anotação de seu indicativo?


ECRA fará demonstração do Radioamadorismo em praça pública no Dia do Radioamador Brasileiro
EBINHO PS7EK - radio via satelite
Colegas que queiram exibir algo


CONCURSO FARROUPILHA




CURSO ONLINE DEFESA CIVIL

Do instagram da DefesaCivilSP:

Atenção Radioamadores! A Defesa Civil do Estado lança o curso de ensino a distância para os radioamadores voluntários. Acesse o site https://ead.defesacivil.sp.gov.br, cadastre-se e realize o curso online. Torne-se uma peça fundamental na gestão de riscos e desastres no Estado!

TRANSMITIR IMAGEM 1




Samsung Good Vibes




A ECRA precisa de ajuda!
Por Alisson, PR7GA

O título desta matéria diz "A ECRA PRECISA DE AJUDA", e é exatamente isto que pedimos especialmente aos nossos associados. Porém, estendemos igualmente este pedido a todos os ouvintes e leitores deste QTC. 

Você pode nos ajudar? Há duas formas:


Em primeiro lugar, preferencialmente, você pode tornar-se sócio. Para isto, basta preencher um formulário e entregar na sede da ECRA, ou enviar pelo correio, ou mesmo por whatsapp. Você será contatado, e a partir daí, basta depositar fielmente as mensalidades na conta da ECRA. Mais informações, leia esta matéria aqui do QTC.


Em segundo lugar, você pode dar sua contribuição avulsa de qualquer valor, diretamente na conta bancária da ECRA: Banco do Brasil, Agência: 063-9. Conta: 12376-5, em nome de Clube de Radioamadores de Campina Grande. 


Em terceiro lugar, saiba que a sede da ECRA tem salas comerciais e um salão de festas disponíveis para locação a preços populares. Você pode ajudar divulgando nosso clube como um excelente local para realizar festas, comemorações ou confraternizações, além de ser um excelente local para hospedar o seu negócio. 


A ECRA fica localizada no coração da cidade de Campina Grande e dispõe de amplo estacionamento e fácil acesso. Que tal festejar seu aniversário ou sua confraternização de final de ano aqui conosco? Inclusive, todo sócio da ECRA pode usufruir das dependências da sede pagando com um bom desconto.


Em quaisquer dos casos, você pode entrar em contato com o tesoureiro da ECRA PU7ESE, Edmar Gurjão, telefone 083 98894-1403, para o envio do recibo de depósito, ou qualquer membro da diretoria da ECRA para maiores informações.


Se você usufrui das repetidoras da ECRA, se você tem aprendido mais sobre o radioamadorismo e ficado informado todas as quartas no QTC, se você vê nosso clube como uma importante ferramenta de fomento ao radioamadorismo em nossa região, chegou a hora de ajudar! Se cada um fizer sua parte, continuaremos a manter a ECRA  servindo aos radioamadores e à sociedade por muitos e muitos anos.







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Funciona assim. São quatro frequências, sendo três na faixa de 2 metros e uma em 10 metros. Em 10m, 29.580 KHz, com subtom de 88,5Hz. Em 2m, 146.580 KHz para quem está no no litoral e agreste, 145.160 para quem está em Campina Grande, e 147.450 para quem está no sertão 
com subtom de 88,5Hz. Todas estas estas estações são linkadas por meio de uma rede em 433,350 MHz. Qualquer sinal que chegue em uma dessas frequências será retransmitido simultaneamente nas outras outras.

Por exemplo, um colega do sul que entrar em 10m será ouvido também nas três frequências em 2 metros. Quem entrar qualquer uma das frequências em 2m, também será ouvido em 10m e nas outras duas em 2 metros.


Desta forma, são unidas as características marcantes destas três faixas: o longo alcance de milhares de quilômetros da faixa dos 10 metros e a facilidade e onipresença do VHF. 


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ESCOTEIROS EM AÇÃO







Balão lançado por radioamadores argentinos completa volta ao mundo

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Os radioamadores argentinos festejam a primeira volta ao mundo de um balão de grande altitude lançado por eles em 31 de agosto último. Levando um pequeno transmissor alimentado por placas fotovoltaicas, o balão completou sua primeira volta ao mundo cerca de 14 dias depois, quando foi captado sobrevoando o oceano atlântico novamente, após percorrer cerca de 33 mil quilômetros.


O balão leva consigo um minúsculo transmissor que opera na faixa dos 20 metros na frequência de 14.095,6 KHz, transmitindo no modo WSPR, cujo indicativo é LU1ESY. Sua potência? Míseros 25 miliwatts, ou 0,025 watt. Mas como mencionamos e explicamos em outro artigo nesta semana, o pequeno equipamento foi capaz de ser ouvido a distâncias incríveis. Por exemplo, enquanto sobrevoava o oceano pacífico, ele foi captado por um colega da África do Sul, a uma distância de mais de 6 mil quilômetros. Lembre-se: são apenas 25 miliwatts...


A última transmissão do pequeno balão foi feita nesta segunda feira dia 16/09 por outra estação sul-africana, dando conta que o pequeno balão já se encontra em plena viagem rumo a uma possível nova volta ao mundo. Seu grid àquela altura era JE92fh, no sul da África do Sul, estando a cerca de 720m de altitude numa velocidade de cerca de 90km/h. A quilometragem já soma mais de 42 mil quilômetros percorridos em 15 dias. Nada mau!


Caso queira saber aonde está o balão, basta acessar o site http://lu7aa.org.ar/wspr.asp e aguardar. O carregamento é extremamente lento, mas após alguns minutos surgirá na tela um mapa indicando a localização do pequenino.


Todos estes dados são transmitidos por meio do modo WSPR. Você também pode tentar captar os sinais do pequeno viajante. Basta sintonizar em 14.095,6 USB e deixar o software WSJT-X rodando. Lembrando que, como indica a sigla em inglês (WSPR, ou "sussurro"), se conseguir receber, os sinais certamente serão inacreditavelmente baixos e imperceptíveis. Mas caso apareça o indicativo LU1ESY, parabéns!

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WSPR: com menos de 1 watt, dê a volta ao mundo com seu sinal
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Na última terça-feira, dia 03/09/2019 às 17:44 UTC, UR3RM, uma estação da Ucrânia enviou uma mensagem codificada digitalmente em 7040.138 kHz. Talvez alguém poderia decodificá-la, talvez não.

Melhor seria dizer que dificilmente alguém o captaria: o transmissor da estação UR3RM estava produzindo apenas 10 miliwatt, ou 0,01 watt. Para entender melhor esse nível de potência, um transmissor Bluetooth Classe 2, que tem um alcance de apenas 10 metros, emite 2,5 miliwatts.



UR3RM estava transmitindo usando um modo chamado WSPR (pronuncia-se "uísper") cuja sigla significa "Relatório de Propagação por Sinais Fracos". Diferente da maioria dos outros modos de transmissão disponíveis, esse é um modo unidirecional. Não só existe pouca expectativa que alguém esteja ouvindo, como também ainda menos que o sinal retorne. A propagação de rádio nem sempre é um caminho de mão dupla.

A maioria dos transmissores WSPR consome muito pouca energia, muitos deles frações de watt como o UR3RM. E às vezes, como UR3RM, esse "sussurro" vai longe. Incrivelmente, esta transmissão com potência pouco maior que um dispositivo Bluetooth foi ouvida na ilha australiana da Tasmânia, a uma distância de 15.140 km. Se formos colocar isso em termos de eficiência, ou quilômetros por watt, daria mais de 15 MILHÕES de quilômetros por watt!


Ao contrário do que possa parecer, o colega ucraniano não utilizou equipamentos caríssimos ou complicados, mas tão somente um mini-pc e um módulo pra gerar o sinal de RF. Um feito incrível do WSPR é permitir que essa incrível distância seja vencida por meio de bandas cheias de ruído, como foi o caso aqui, os 40 metros. Além disso, também permite que o receptor tenha a certeza que os dados recebidos são íntegros, por meio de um mecanismo de correção de erros, e sem a necessidade de confirmação da estação transmissora, já que é um modo de mão única.


Porém, como tudo na vida, toda essa vantagem tem um preço: largura de banda. Um sinal WSPR ocupa apenas 6 Hz. Para se ter uma ideia, um modo como SSB, transmitindo voz, ocupa cerca de 2.500 Hz. Isso explica o "segredo" do WSPR: ocupando menos banda, toda a energia do transmissor fica mais concentrada e a transmissão fica muito mais eficaz.


Esta baixa largura de banda também limita a velocidade de transmissão dos dados. Se você acha sua internet de 10MB/s lenta, saiba que o WSPR demora quase 2 minutos para transmitir apenas 50 caracteres... Não existe almoço grátis!!!!


Cada mensagem contém o indicativo da estação, o GRID LOCATOR da estação e a potência do transmissor expressa em dBm. Foi assim que a estação receptora na Tasmânia soube exatamente quantos miliwatts a estação transmissora utilizou.


Devido à sua largura de banda muito estreita, os sinais WSPR podem ser decodificados mesmo quando nossos ouvidos não conseguem discernir absolutamente nada além de ruído. Sabe-se que é possível decodificar sinais com nível até 28dB ABAIXO do nível de ruído!

A largura de banda estreita também permite que uma estação receptora capte e decodifique várias estações ao mesmo tempo, fazendo com que possíveis aberturas na propagação possam ser monitoradas, o que, aliás, é o propósito do WSPR. Para isto, foi criada uma rede na qual as estações receptoras podem registrar todos os sinais recebidos, e essas informações são reunidas num site de forma que qualquer pessoa pode monitorar, em tempo real, como está a propagação numa dada banda, a qualquer momento. Confira tudo isso acessando o site wsprnet.org.


O modo ou protocolo WSPR foi desenvolvido por Joe Taylor, K1JT, um radioamador americano que, não por acaso, foi vencedor do prêmio Nobel de Física de 1993. Além do WSPR, ele também desenvolveu outros modos, como o JT9, JT65 e o hoje famoso FT8, que constituem o que a grosso modo é conhecido no mundo como "modos Digitais". Estes modos de transmissão, feitos para sinais fracos, têm permitido aos radioamadores poder operar seus rádios em tempos de propagação sofrível.



Como muitos outros avanços nas telecomunicações, este é um dos modos que têm sido alavancados pela popularização dos dongles SDR vendidos abaixo dos 20 dólares lá fora. Além disso, o software para gerar ou decodificar sinais WSPR é totalmente gratuito, e desenvolvido por uma equipe presidida pelo próprio autor, Joe Taylor.

Alguns "futricadores" até descobriram como fazer um mini-PC Raspberry Pi funcionar como um transmissor WSPR de 10 miliwatt, embora seja necessário o uso de alguns filtros externos para que ele transmita apenas onde desejamos, sem espúrios ou harmônicos.


Cada banda de radioamadorismo é diferente e, com o atual ciclo solar das manchas solares próximo ao mínimo, as condições são muito ruins. Mas o WSPR é tão eficiente que é possível nos divertirmos mesmo com estas condições horríveis.




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Estação a bordo da ISS prestes a receber novos equipamentos 


Sabemos o quanto a ISS fascina a nós que estamos aqui embaixo. Seja ao vê-la passando quando as condições permitem, seja tentando captar seus sinais de rádio, a Estação Espacial Internacional causa sensação, e nós radioamadores temos o privilégio de poder, eventualmente, receber seus sinais e até conversar com seus hóspedes a 400km de altitude.

Porém, o radioamadorismo dentro da ISS depende da colaboração de instituições que financiem não só o custo dos equipamentos em si, mas também o extenso programa de certificação que qualquer equipamento enviado para lá deve cumprir. Isto inclui desde especificações quanto a segurança e eficiência elétrica para evitar curto circuitos ou consumo excessivo, indo até a requisitos como peso e robustez para não pifar à toa, lembrando que um equipamento inoperante na ISS demora anos e anos para ser substituído.

Semana passada, a instituição que organiza todas as atividades relacionadas a radioamadorismo na ISS, a ARISS, anunciou que recebeu uma generosa doação de uma outra instituição dedicada ao radioamadorismo, a Amateur Radio Digital Communications (ARDC) para ajudar a financiar a nova geração do sistema de rádio a ser instalado na ISS. Em julho, a ARDC anunciou que iria realizar doações em dinheiro a organizações, grupos, projetos e bolsas de estudos relacionados a radioamadorismo e comunicações digitais. 

A ARISS tem anunciado a necessidade uma atualização crítica para garantir que seu programa principal, que permite a estudantes do mundo inteiro falar com os membros da equipe da ISS por meio de estações de radioamador, possa continuar. O futuro upgrade do sistema a bordo da ISS irá permitir a realização de novas e interessantes experiências para os radioamadores, estudantes e o público em geral. Veja alguns dos aprimoramentos:
  • Novos recursos de comunicação e experimentação no âmbito do radioamadorismo, incluindo repetidor de fonia e radio-pacotes (packet radio) atualizado ;
  • Operação em APRS; 
  • TV de varredura lenta (SSTV) bidirecional tanto na área dos EUA quanto da Rússia dentro da ISS; 
  • Uma nova fonte de alimentação com múltiplas tensões que alimentará tanto os equipamentos de radioamador atuais quanto os futuros e permitirá várias experiências.
O sistema que será enviado, chamado de IORS (Sistema de Rádio inter-operável) passou recentemente por uma bateria de testes rigorosos exigidos pela NASA como parte da certificação final do hardware de pré-lançamento e operação. O IORS consiste em um transceptor Kenwood D710GA dual band VHF/UHF e uma Fonte de Alimentação Multi-Voltagem (MVPS) desenvolvida pela AMSAT. 
IORS sendo testado pela NASA

No início de julho, o conjunto rádio + fonte foi aprovado numa série de testes de interferência e compatibilidade eletromagnética (EMI/EMC) para garantir que o equipamento não interfira nos sistemas dentro ou fora da ISS. A fonte de alimentação foi projetada para operar com tensões de entrada de 120 VDC e 28 VDC no lado americano e 28 VDC no lado russo. Para cada tensão destas, ela teve de suportar um regime de alta, média e baixa tensão, e também aguentar alta, média e baixa demanda de carga. Por isso, não é de se surpreender que os testes levaram duas semanas para serem concluídos.


A próxima etapa antes do envio do equipamento é o teste final das unidades que irão para o espaço em novembro. A extensa documentação de certificação de segurança de vôo também está sendo preparada. O plano da ARISS é que o IORS esteja pronto para o lançamento até o final do ano.

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Rádio atômico: o menor rádio do mundo




Pesquisadores do Instituto Nacional de Padronização e Tecnologia dos EUA criaram um "rádio atômico", no qual um único átomo é usado para receber sinais de comunicação, como os usados pelo Wi-Fi, Bluetooth e inúmeras outras tecnologias sem fio.

Além de se tornar o menor receptor de rádio que se pode construir, levando a miniaturização ao extremo, o rádio atômico pode funcionar melhor dos que os receptores atuais em ambientes cheios de ruídos e interferências - os recordistas anteriores, em termos de tamanho, eram um rádio construído dentro de um diamante e um nano-rádio feito com um único nanotubo de carbono.

A equipe usou átomos de césio para receber bits digitais (1s e 0s) no formato de comunicação mais comum usado hoje. Nesse formato, chamado deslocamento de fase, ou modulação de fase, sinais de rádio ou outras ondas eletromagnéticas são deslocadas uma em relação à outra ao longo do tempo. A informação é codificada nesta modulação.

"O ponto central é demonstrar que é possível usar átomos para receber sinais modulados," disse o professor Chris Holloway. "O método funciona em uma ampla gama de frequências. As taxas de transmissão de dados ainda não ficam entre as mais rápidas, mas existem outros benefícios aqui, como a capacidade para funcionar melhor do que os sistemas convencionais em ambientes ruidosos".

Vantagens do rádio atômico

Com desenvolvimentos adicionais - o aparato para fazê-los funcionar ainda é enorme, como se vê na imagem - os receptores de rádio baseados em átomos poderão oferecer muitos benefícios sobre as tecnologias de rádio convencionais. Por exemplo, não há necessidade dos circuitos eletrônicos tradicionais que convertem sinais em diferentes frequências para transmissão porque os átomos fazem esse trabalho automaticamente.

As antenas e receptores também podem ser fisicamente menores, com dimensões na escala dos micrômetros. O componente atômico também pode medir precisamente campos elétricos muito fracos, podendo funcionar como um sensor de alta sensibilidade e baixíssimo consumo de energia.

Em seu protótipo, a equipe escolheu a frequência de transmissão de 19,6 gigahertz porque era conveniente para o experimento, mas também porque ele poderá vir a ser usado em futuros sistemas de comunicação sem fio.

Embora muitos pesquisadores tenham demonstrado anteriormente que os átomos podem receber outros formatos de sinais, esta é a primeira vez que um misturador baseado em átomos lidou com a modulação de fase usada por todas as comunicações sem fio.




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Esta é a estação PR7CP, Clube de Radioamadores de Campina Grande, PB, na transmissão de seu QTC informativo semanal. Fale conosco através do email qtcecra@gmail.com e ENVIE NOTÍCIAS, sugestões e tire todas as suas dúvidas.  Algum colega na escuta no momento para anotação de seu indicativo?

Passemos agora à segunda fase deste QTC, facultando e ouvindo as opiniões e comentários dos companheiros ouvintes sobre este Boletim informativo. Lembrem-se, Radioamadorismo não é apenas mais um hobby, mas sim um verdadeiro "passatempo científico".




Agradecemos aos ouvintes, em especial aos radioamadores, aos PX’s, corujas e à escuta oficial da ANATEL e da LABRE, que nos acompanharam durante a transmissão deste Boletim Informativo.

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Deixaremos a freqüência livre, prometendo retornar na próxima semana, neste mesmo horário. BOA NOITE!

                                                                                                 
BOA NOITE



COLEGAS OUVINTES E PARTICIPANTES

QRA
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QTH
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