Adaptado por Alisson, PR7GA

Na semana passada, trouxemos um pouco da trajetória da ECRA desde sua fundação por pioneiros abnegados até 1989. Esta semana, traremos o segundo período que compreende a gestão do nosso inesquecível Frei Lauro, que, vindo de Sergipe, instalou-se em nossa cidade em 1983, atuando como pároco do Convento de São Francisco, assistindo às comunidades do Continental, Araxá e Jeremias.

No período de 1985 até 1989, Frei Lauro passou a acompanhar os trabalhos de vários colegas em Campina Grande que faziam o nome do Radioamadorismo naquela época: o saudoso Pedro Feitosa PR7LAJ (1982/1983) que vinha dando continuidade aos precursores do radioamadorismo Campinense, e Mário Sérgio, PR7FM (1988/1989).
Neste período, ele teve a idéia de transformar o Clube de Radioamadores numa Escola que, além de formar e promover o radioamadorismo na Região, colaborasse com os mais carentes da sociedade oferecendo cursos básicos de Eletrônica e Telecomunicações de forma a prover alguma atividade rentável e de auto-sustento. Para isto, ele foi eleito como presidente da ECRA para o biênio 1990/1991.
Já em 1992, no seu segundo mandato, inaugurava a nova sede já com o nome de ESCOLA E CASA DE RADIOAMADORES, com uma infra-estrutura arrojada e moderna, com espaços adequados para o laboratório de Eletrônica e Telecomunicações e salas de aula. Mas ainda faltava a mobília e equipamentos.
Em outubro de 1993, durante um período de férias na Alemanha, Frei Lauro conseguiu e despachou para o Brasil três caixotes com todos os equipamentos necessários para equipar o Laboratório de Eletrônica, como também instrumentais básicos para a manutenção e alinhamento de transceptores e acessórios. Os equipamentos foram avaliados em US$ 35.000,00. Infelizmente a burocracia manteve no porto de Recife toda a mercadoria encaixotada até junho de 1994.
Em agosto de 1994 a Escola e Casa de Radioamadores realizava o primeiro curso Básico de Eletricidade/Eletrônica para os colegas radioamadores. 
No período de 1995 até 1997 a ECRA buscou convênios para a manutenção dos cursos priorizando os jovens da comunidade mais carente. Desta forma foi firmado convênio de Cooperação com o Parque Técnológico, SINE e a Prefeitura Municipal de Campina Grande.
Em 1997 e 1998, foram formados 45 alunos nos cursos técnicos. Neste período, a ECRA recebeu visitas de fundações não governamentais da Alemanha e amigos de Frei Lauro que vieram conhecer o trabalho por aqui realizado, que garntiram verbas suficientes para a manutenção das turmas para o exercício 1999.
Infelizmente, durante uma viagem de férias para rever sua mãe que completara 90 anos, Frei Lauro descobriu um câncer que lhe foi fatal. Ele veio a falecer na sua terra natal no dia 03 de novembro às 22:00hs GMT.
No dia da sua morte recebemos em Campina Grande uma quantia em dinheiro dentro de um envelope com sua própria letra, suficiente para manter mais duas turmas no período de 01 ano! 

Na próxima semana, traremos a última parte da história da ECRA, compreendendo o período após o falecimento de Frei Lauro até os dias de hoje.

Fonte: http://jrzezitopb.blogspot.com/2009/09/historico-biografico-de-frei-lauro.html


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